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9.12.10

Bares do Coração 02 - Barba Negra

 
Dando continuidade a nossa série de textos sobre nossos bares favoritos, hoje vamos falar de um bar que foi inagurado há pouco tempo, mas já conquistou um espaço cativo na nossa lista de bares para ir antes da balada. Localizado na região do Batel, na rua Vicente Machado, 578, o Barba Negra fica entre as ruas Des. Motta e Brig. Franco, região bem central, próximo ao James, Sláinte e outros bares da redondeza. Na maioria das vezes é um pouco complicado achar um lugar para estacionar, mas o esforço vale a pena. 

A decoração do bar é muito bacana e chama a atenção, inspirada em piratas, pin ups e tatuagens old school. A música ambiente sempre tem muito rock, harcore e clássicos de qualidade. Diferente do Torto, o Barba tem várias mesas e cadeiras distribuídas em mais de um ambiente. Há um porãozinho ideal para fazer uma festa de aniversário, uma parte logo na entrada em frente ao bar, um andar intermediário com uma mesa perto da cozinha e do banheiro e ainda um mezanino com mais mesas e um espaço aberto ao centro que possibilita olhar quem está lá embaixo ou para quem está embaixo olhar a calcinha das meninas.

O cardápio conta com cervejas importadas e chopps a preços honestos e também com harburgueres de carne, frango e a opção de soja para os vegetarianos, que é muito bom! Mas a parte mais importante do bar é o público frequentador. Homens mais velhos, acompanhados de vários amigos. A maioria se encaixa no tipo mais hype da noite: barbudos, tatuados e vestindo xadrez, um tipo de roupa que já está enjoando (L. afirma que jamais enjoará), mas tem toda a nossa admiração. Talvez não seja o melhor lugar para se paquerar, afinal cada um fica na sua mesa conversando e bebendo entre amigos, mas, com um pouco de cara de pau você pode perguntar se a pessoa vai para outro lugar depois e descolar um encontro. 

Fim de noite no Barba sempre tem boa comida, boa bebida, boas músicas e gente bonita indo pra outra balada.

25.11.10

Bares do coração 01 – O Torto

Ilustra: Raphael Teles


Hoje começamos uma série em que vamos falar de bares que moram em nossos corações. Não se trata de uma noite específica, um show ou evento, mas do bar e seus frequentadores de maneira geral.São lugares que gostamos muito do ambiente, dos preços e do público, e, por isso, achamos que eles mereciam um post especial. 

E pra dar início a esta série temática tão especial, não poderíamos falar de outro lugar que não fosse nosso bar favorito, o número um da lista, aquele onde batemos cartão toda semana: O Torto Bar.

Como a maioria dos outros lugares que já falamos aqui no blog, o Torto também fica na região do São Francisco. E, antes que alguém venha reclamar e xingar, a gente adora essas redondezas do largo, sim. Mesmo ela sendo meio pobre, falida, sujinha, roqueira. É lá que a gente se encontra. 

Mas, falando do nosso famoso e querido Torto, muita gente não gosta de lá pela definição de “um bar pra ficar bebendo em pé na calçada”. Pra gente isso é muitas vezes uma coisa boa, pois quem vai pra lá teoricamente já está livre de frescuras. Outra questão importante do fato das pessoas ficarem espalhadas pela rua é a visão mais ampla e privilegiada dos grupos, o que torna bastante frequente a prática da paquera.

Essa parte do flerte só rola porque lá também é o lugar onde existe gente de todos os tipos, principalmente do tipo interessante. É a rua com a maior concentração de gente bonita e descolada, rock n' roll e sem frescuras de Curitiba. Sempre que estamos por lá encontramos muitos amigos e, é claro, aqueles meio conhecidos que você vê toda vez que passa por lá. 

O tipo masculino mais comum é de homens mais velhos, barbudos, tatuados e vestindo xadrez. Tudo ótimo pro nosso gosto. O preço das bebidas é justo e, conforme o clima, podemos variar da bera ao conhaque, sempre com um bolinho de carne ou soja no intervalo.

Nossa frase favorita e que define o bar para nós é “tudo começa no Torto”. Justamente por ficar perto dos lugares que mais frequentamos, é muito mais fácil chegar à noite e simplesmente combinar de encontrar os amigos no Torto. Lá a gente acaba descobrindo o que de bom acontecerá na noite e decidimos nosso destino conforme o convite mais interessante.

Fim de noite no Torto pode até ter saldo zero, mas com certeza terá muitos olhares, paqueras, encontros, bebidas e conversas. Sempre uma noite agradável quando o clima curitibano colabora.

10.11.10

Balada 03 - Covers do Doors no Blood Rock Bar - 11/10/2010


Segunda-feira, véspera de feriado e um programa roots pela frente. Covers de classic rock no antigo Porão, ao lado do Empório. Um primeiro momento de tensão pela expectativa de qual seria o público do local. Mesmo apreensivas com os cabeludos (ponto em que nós duas discordamos) e metaleiros, fomos com toda a coragem e, mais uma vez, pela música. Afinal as bandas tocariam The Doors e Led Zepellin, nossa noite estaria salva. Casa cheia, bandas demorando para tocar, ficamos tomando nossa cerveja e só observando. Aparentemente nada de estranho mas também nada superinteressante.

Quando a banda começou, o espaço do público ficou realmente lotado. Estava difícil se mexer, alguns grupinhos fazendo pogo dificultavam a sobrevivência e uma incrível dor de estômago nocautearam a amiga baixinha. Mas o som, claro, ótimo. Alguns rapazes puxaram papo falando da música e oferecendo cerveja. Mas nada que resultasse numa conversa produtiva. Havia potencial na noite, mas como o lugar estava muito cheio não podemos fazer uma observação mais criteriosa nos rapazes.

Fim de noite, cólica e saldo zero. 

      Resumo descritivo dos homens da balada:
      Porcentagem: 90% do público é masculino.
      Homens interessantes: bons 2%
      Faixa etária predominante: 20 a 45 anos.
      Características dos homens: altos e cabeludos.